quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Você acredita em milagre? Conheça as 11 dietas insensatas que você precisa passar longe!

16:41
Piores dietas

Qual é a promessa das dietas? Perda de peso em pouquíssimo tempo. Basta seguir do jeito que está lá e pronto! E será que funciona? Você já pesquisou qual é o número de pessoas que atingem seus objetivos seguindo essas dietas? 

As dietas conseguem relativa fama por conta da novidade, parece que agora descobriram o jeito definitivo de emagrecer ou um alimento que tem todos os nutrientes e cura qualquer doença. 

Novidade atrai, e nos dá a sensação que estamos próximos de encontrar a solução, porém é apenas mais um engano. Essas dietas que surgem na mídia prometem, mas não entregam a solução. E algumas ainda podem levar a problemas sérios de saúde. 

Acompanhe abaixo as 11 piores dietas para passar longe!  

1 - Dieta Dukan

A dieta Dukan é baseada no alto consumo de proteína e é dividida em três fases. 1ª fase: consumo de proteína, baixo de gordura e farelo de aveia. 2ª fase: adiciona frutas e verduras e deve ser mantida até a pessoa consiga atingir o peso desejado. 3ª fase: introdução dos alimentos ricos em carboidrato e depois outros alimentos podem ser consumidos desde que um dia seja dedicado ao consumo de proteína. 

Essa dieta não promove a mudança de comportamento alimentar, nem bom relacionamento com a comida e por causa do grande aporte de proteína pode ocorrer sobrecarga renal e desregulação do metabolismo. Além do velho conhecido, efeito sanfona, foi identificado que 75% das pessoas voltam ao peso anterior fazendo essa dieta, segundo dados do material Desmistificando dúvidas sobre Alimentação e Nutrição

2 - Óleo de coco 

O óleo de coco ganhou bastante notoriedade ano passado por conta das suas supostas propriedades. Ele foi endeusado e as pessoas passaram a utilizá-lo em todas as preparações. Mas vamos conhecer um pouco sobre esse óleo e descobrir se ele é realmente tudo isso? 

O óleo de coco é um óleo vegetal composto em sua maior parte por gordura saturada, uma gordura que utilizada em excesso pode aumentar os níveis do colesterol ruim. Este óleo em questão pode aumentar o colesterol ruim e bom, porém não é indicado para o tratamento de pessoas que apresentam altos níveis de colesterol ruim e nem para o emagrecimento também. 

O recomendado é usar este em pequena quantidade nas preparações culinárias! Vale sempre o conselho, m-o-d-e-r-a-ç-ã-o!!!

3 - Dieta alcalina

A dieta alcalina se refere a uma dieta considerando o PH dos alimentos. PH se refere ao grau de acidez, neutralidade e basicidade do alimento 

O objetivo da dieta seria proporcionar saúde através do PH básico. Mas será que isso realmente reflete na saúde⁉



Não há nenhuma pesquisa que comprove ação dessa dieta e sua relação com a melhora da saúde e nem emagrecimento. 



A dieta alcalina é composta por frutas e legumes que possuem maior quantidade de potássio e magnésio, resultando no PH urinário básico. Maior ingestão de frutas e verduras proporciona melhora da saúde óssea, redução de calorias da dieta e maior ingestão de fibra, ou seja, uma alimentação composta por alimentos naturais traz benefícios a saúde como já comprovado pela ciência. 

Então isso não é algo exclusivamente da dieta alcalina, que lembrando não tem comprovação científica. 

4 - Chia 

A chia é composta por ômega 3, ômega 6, fibras, minerais e vitaminas. Auxilia no controle de peso, controle dos níveis de açúcar e colesterol no sangue. 

Josi, a chia apresenta boas propriedades!

Apresenta sim, porém como foi divulgado na mídia parece que a chia é o único alimento com essas propriedades, frutas, verduras e legumes também apresentam composição parecida. 

A chia possui custo elevado dificultando o acesso e criando na mente das pessoas a ideia de que para ter uma alimentação saudável é necessário gastar uma fortuna de dinheiro, e isso é uma triste lenda.

5 - Tapioca 

Até outro dia ela ganhou o coração de todos e passou a ser consumida todos os dias com o objetivo de emagrecer. Nenhum alimento por si só promove emagrecimento e se tratando da tapioca ela possui alto teor de carboidrato e alto índice glicêmico - Para entender mais clique aqui.

Se você gosta ou ela é presente na sua cultura alimentar continue consumindo com moderação. 

6 - Beber água em jejum 

Essa é com certeza uma das dietas sem o menor fundamento. Não existe nenhuma relação do consumo de água com o emagrecimento. É um mito!!! 

A água é fundamental para reações metabólicas, processo de digestão, absorção, funcionamento do intestino, para manter a temperatura e para o funcionamento do sistema circulatório. Por isso, é importante manter a hidratação em dia, mas nada de achar que água emagrece hein! 

7- Glúten 

Você pode aprofundar o assunto neste post. Mas em resumo quando você exclui o glúten, você também diminui calorias, açúcar e gordura e isso é o que provoca o emagrecimento. Glúten é inocente! 

8 - Água com limão 

Um chá ou água saborizada com limão é muito bem vinda desde que você goste. O limão possui vitamina C, que é um potente antioxidante, prevenindo doenças. 

Ele emagrece? Não, nenhum alimento tem esse poder!

9 - Noz da índia

Noz da índia é tóxica e leva a morte, inclusive com casos aqui no Brasil. Então, pode riscar essa da lista, por favor!

10 - Sonda 

O uso de sonda é orientado para pessoas que possui alguma impossibilidade de mastigar, deglutir ou digerir o alimento. Pessoas que não apresentam essa condição não precisam utilizá-la. Sem contar que o prazer em sentir o gosto da comida torna-se ausente. 

Outro perigo de utilizá-la sem orientação devida é o risco de infecção. 

11 - Vinagre de maçã 

A ideia do vinagre derreter a gordura corporal e a gordura presente alimentos não encontra respaldo científico, por isso nada justifica o uso de vinagre para promover o emagrecimento. Além, da ingestão deste como bebida não ser muito prazerosa, podendo causa desconforto. 

Conclusão

Dietas da moda surgem todo dia, porém nenhuma leva em consideração a saúde. Algumas podem provocar a morte, mas geralmente promovem o reforço de uma relação ruim com comida e propaganda enganosas. 

E vocês já fizeram alguma dieta dessas? Conte-me para mim como foi, vamos explorar a discussão sobre o assunto! 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Saciedade: O guia completo para você não ter medo de comer!

10:47
Saciedade

Saciedade é controlada pelo cérebro, onde conseguimos perceber que estamos satisfeitos e não precisamos mais comer por um determinado tempo. Esse sinal é influenciado pela composição da alimentação e comportamento alimentar. 

Introdução

A saciedade é algo almejado por maioria das pessoas, principalmente numa sociedade onde dietas são feitas de forma constante e existe a preocupação com a imagem

Pergunte si mesmo em qual momento sente saciedade? Quais são os alimentos que te proporcionam maior saciedade? A fome é realmente vilã das dietas? Você tem medo de sentir fome? 

Se você respondeu a pelo menos uma dessas perguntas, acompanhe o texto, pois todas essas dúvidas serão respondidas. 

O que é fome?

Impossível falar de saciedade sem citar sua dupla inseparável, a fome. Ela faz parte da nossa fisiologia e é natural. A fome é sensação que nos provoca a procurar alimento quando o organismo percebe que precisa de mais energia e nutriente. É o momento de recarregar as baterias para o corpo conseguir desempenhar funções vitais e atividades do nosso dia-a-dia. 

A fome também é um termo social designado a identificar as pessoas que são privadas de comer alimentos por uma combinação de fatores sociais (desemprego, baixo salário, violência doméstica, preconceito). Mas neste texto vamos abordar sobre a fome fisiológica. 

Controle de fome e saciedade 

O controle da fome e saciedade é realizada por uma região do cérebro chamada hipotálamo. Através de um hormônio chamado grelina é que o cérebro interpreta que estamos com fome e nos manda procurar o que comer. O sinal começa em uma intensidade baixa, porém se não comemos o sinal fica cada vez mais intenso. 

Imagine o seguinte: alguém precisa falar com você, então ela manda uma mensagem, depois outra, mais outra, mensagem de voz, faz uma ligação, duas, três, quatro e nada de você atender, aí ela começa a pedir ajuda para outras pessoas e estas começam a enviar mensagens também. Até que chega um momento que você não consegue mais ignorar essas pessoas e tem que responder todas as mensagens que derivaram de uma e retornar as ligações também. 

É dessa forma que acontece o controle da fome, o cérebro manda um sinal baixo, mas identificável porém se não atendermos  o comando dado por ele começamos a sentir dor de cabeça, mau humor, dor no estômago, irritação, falta de concentração, mau hálito, estresse e desânimo. Períodos longos com fome faz que cérebro interprete o momento como escassez. 

Ele não entende que você está evitando comer, mas sim que você está passando fome e que não tem fácil acesso à comida. O sinal fica muito intenso e quando você volta a comer ele manda o comando para você comer uma quantidade que normalmente você não comeria e ainda provoca absorção de boa parte dos nutrientes, tudo isso com o intuito de criar um estoque de energia e nutrientes caso você esteja passando por um período de escassez. 

Já o controle da saciedade também é realizada por hormônios, insulina e leptina, este último é produzido pelas células gordurosas. Além dos hormônios, há a participação do intestino e estômago que também enviam sinal para o cérebro dizendo que podemos interromper a ingestão alimentar. A composição de uma alimentação equilibrada e saudável faz toda a diferença para a saciedade. 

Composição da alimentação 

Fazer uma combinação de alimentos que contêm nutrientes que proporcionam a saciedade é importantíssimo para ter saúde, alimentação equilibrada e conquistar seu objetivo dentro da alimentação, principalmente se estiver relacionado ao emagrecimento. 

Então vamos lá! 

Carboidrato, fibra, gordura e proteína 

Ultimamente ele é temido, mas ele é nutriente muito amor e que merece nosso respeito. Parte do carboidrato começa a ser digerido na boca, mas a digestão completa acontece no estômago, e quando é transformado em açúcar cai na corrente sanguínea provoca a liberação da insulina, responsável por colocar o açúcar dentro da célula e isto permite que o cérebro interpreta que a fome está sendo saciada. 

A fibra presente nos alimentos ricos em carboidrato e também na fruta, verdura e nos legumes deixam a absorção de gordura e carboidrato mais lenta, além disso, em contato com água a fibra forma um gel, e tudo isso prolonga o período de saciedade. 

Gordura e proteína exigem maior tempo de digestão e desaceleram o esvaziamento gástrico, por isso provocam maior período de saciedade. 

Como seria isso na prática: 

Almoço: arroz, feijão, carne e salada. 
Arroz e feijão = carboidrato e fibra 
Carne = proteína e gordura 
Salada = fibra 

Um lanche da tarde, por exemplo: mamão com aveia e iogurte 
Mamão = fibra 
Aveia= carboidrato e fibra 
Iogurte = proteína e gordura 

Esse são apenas exemplos para você perceber como é fácil ter uma alimentação saudável se tratando de nutriente. 

Porém, não são eles os únicos fatores que interferem no sinal de saciedade. 

Comportamento e saciedade 

A mastigação também é um fator importante que influência na saciedade, porém ela pode ser afetada por nossa pressa em comer. Comemos algo prático e que não necessite de muita mastigação, porém nem sempre isso proporciona saciedade em período longo, então a chance que você tem que comer de novo é certeira. 

Aliada a isso existe a atenção em comer. Comer usando celular, vendo TV, distraído com pensamentos leva à falta de atenção e esta é a responsável por dizer ao cérebro que está na hora de parar ou continuar comendo. Um cérebro com atenção em outras coisas que não seja o momento presente, provavelmente,  não interpreta corretamente o que está sendo ingerido. Isso pode provocar o aumento do consumo de alimentos. 

Rotina que não contempla uma alimentação saudável. Uma pessoa que tem uma rotina, da qual a alimentação não é um dos itens principais tende a comer alimentos de baixo valor nutricional e que não proporcionam um período longo de saciedade. 

O prazer em comer é um fator que deve ser considerado na escolha de alimentos. O paladar precisa ser satisfeito para que você possa se sentir pleno comendo aquele alimento. A saciedade também está relacionado com atender as nossas vontades alimentares. 

As emoções também tem um papel na saciedade e você entender sobre isso clicando aqui.

Reunindo os nutrientes e os tópicos abordados acima é possível ter uma alimentação saudável e coerente com a sua realidade. 

Saciedade
Um prato de salada, mas a atenção está em outro lugar

Dieta e saciedade 

As dietas não levaram em consideração sua fome e saciedade, pois estipulam uma quantidade e alimentos que não atendem sua necessidade. E sempre falam da fome como se fosse a coisa mais terrível do mundo. "Fuja da fome" por que devemos fugir dela? Como disse no começo do texto ela é fisiológica e demonstra que nosso corpo está em pleno funcionamento, interpretando corretamente as nossas necessidades. 

Essa vontade de eliminar a fome cria ansiedade e uma expectativa irreal, o que não ajuda em nada na promoção de uma alimentação saudável. 

Como nutricionista digo para você que sentir fome é bom e normal. É ótimo que você consiga identificar quando seu corpo está precisando de energia e nutriente. Esse medo da fome e consequentemente de comer surge a partir da ideia que para emagrecer é necessário fechar a boca, porém considerando a biologia isso é praticamente impossível, sentimos e sentiremos fome é algo que não podemos mudar. 

Mas aprender a lidar com isso, interpretar os comportamentos e entender sua alimentação é o caminho para você descobrir em quais momentos e com quais alimentos você fica mais saciada (o). Por exemplo, alguém pode se sentir saciado comendo apenas uvas no lanche da tarde e outra pessoa precisa incluir aveia, por exemplo para ter o mesmo efeito. 

Você pode pensar que talvez a solução realmente esteja no uso de remédio para não ter que lidar com fome, mas isso é um engano. 

Remédio 

Os remédios utilizados para inibir a fome devem ser tomados apenas sob orientação médica e com mudança concomitante de comportamento alimentar. Porém, utilizar remédio para de maneira ilusória acabar com fome não é método adequado, no começo você pode sentir que está no controle, achar que é ótimo não sentir fome, mas eu te pergunto por quanto tempo você conseguirá tomá-lo? Quais os efeitos a longo prazo? 

Maioria desses remédios possuem efeito colateral, como má absorção de nutrientes, vômito, náusea e alta probabilidade de reganho do peso conhecido como efeito sanfona. Você começa o processo querendo perder 10kg e depois de um tempo sem tomar o remédio ganhar 20 kg. E cada vez se torna mais difícil você identificar os sinais de fome, saciedade e perder o peso. 

Os remédios são indicados para pessoas que já tentaram diversas vezes realizar o tratamento de redução de peso e apresentam um IMC alto, porém deve fazer o tratamento com um médico e nutricionista para acompanhar a evolução do tratamento. Não é recomendado sob nenhuma circunstância o uso de remédio sem orientação médica e nutricional. 

Comer intuitivo 

Comer intuitivo é orientado pela permissão de comer respeitando seus sinais de fome e saciedade, aceitando sua forma corporal, seu peso (acima ou abaixo do indicado), comer pela saúde, mas também pelas emoções e valorizar a função dos alimentos nosso corpo e sem fazer qualquer restrição. Essa forma de comer foi proposta por Evelyn Tribole e Elyse Resch a partir de princípios que abordarei em outro post em breve. Aguardem!!! 

Conclusão 

A fome e a saciedade são controladas pelo cérebro por meio de hormônios, sinais enviados pelo estômago e intestino e combinação de nutrientes, porém comportamentos também exercem influência no controle da saciedade através da atenção e prazer em comer. 

O medo de comer esta relacionado com a prática de dietas que não contemplam sua individualidade, a partir do momento que você começa a ter uma alimentação saudável, respeita seu sinal de fome e saciedade e suas vontades o medo de comer dá lugar a um bom relacionamento com a comida e isso é possível de conquistar por meio do comer intuitivo. 

E vocês como lidam com a fome? Conseguem perceber quando estão saciadas (os)? Conte para mim na caixa de comentários abaixo, quero muito conhecer como você se relaciona com a comida. 









segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Comer intuitivo: Entenda como ele pode melhorar sua relação com a comida!

21:19
Comer intuitivo

O comer intuitivo promove o resgate da confiança em seu corpo para orientar o que comer, o quanto comer, como amar seu corpo e fazer atividade física para promover o bem estar. 

Introdução 

Pense na primeira coisa que vem a mente quando falamos em intuição. É provável que você tenha pensado em algo como "conhecimento imediato, sem recorrer a razão", essa é definição do dicionário. 

E o comer intuitivo vai de encontro a isso, pois utiliza de um conhecimento imediato e compreensão de momentos sem recorrer a racionalidade. 

Aprender a identificar a fome e a saciedade faz parte desse conhecimento imediato que se orienta a partir de você e mais ninguém! 

O comer intuitivo e essa conexão com o próprio corpo acontece a partir de 10 princípios que explicarei a seguir. 


1. Rejeitar a mentalidade de dieta 

Rejeitar a mentalidade da dieta consiste em descartar materiais e mudar ideia de que a dieta poderia provocar a perda de peso imediata e de forma permanente. 

Como assim não fazer dieta? 

Assustou? 

Calma! Vivemos rodeados de ideia de que para conquistar um objetivo na alimentação precisamos fazer uma dieta super restritiva e que sempre leva em consideração o peso e não a saúde como um todo. 

Quando você segue uma dieta (qualquer uma) você deixa que outra pessoa diga para o seu corpo o que ele deve fazer e a proposta do comer intuitivo é justamente o contrário, é promover o autoconhecimento para VOCÊ determinar o que vai comer. 

2. Honrar a fome 

Quando temos uma regularidade em nosso ato de comer é normal que o corpo tenha seus próprios horários de sentir fome, o que a gente chama de relógio biológico. Essa padronização de horários que o corpo estabelece te ajuda a organizar sua rotina e suas refeições. 

E saber interpretar o sinais de fome é essencial. A fome pode se apresentar através do já conhecido "ronco na barriga", perda de energia, desatenção, dor de cabeça e este último muitas vezes é confundido como uma dor isolada levando ao consumo de remédios, sendo que uma refeição já poderia resolver o problema. 

Desconfie que sua dor de cabeça rotineira também pode ser a fome que você está ignorando! 

3. Fazer a pazes com a comida 

Nada de comida de dieta e comida do dia do lixo, tudo é comida e tudo é gostoso! Alface e brigadeiro têm a mesma importância dentro do comer intuitivo. 

E não adianta fingir que está aceitando comer de tudo e mesmo com vontade negar algum alimento com medo de engordar. Seguir suas vontades é importante para entender o que você quer ou não comer, ampliar seu modo de comer também. 

4. Desafiar o policial alimentar 


É comum ter pessoas que falam a seguinte frase: nossa, vai comer todo esse pedaço de bolo. Você deveria cuidar mais do seu corpo! 

Ou a própria pessoa fala para si que: esse doce é muito calórico, não deveria estar comendo ele! 

Em ambos os casos existe a policia alimentar que fica o tempo todo controlando o que você come, mas não existe nenhum efeito positivo na sua alimentação, pois quanto mais você se restringe mais a vontade aumenta. 

Desafiar a policia alimentar é seguir um caminho para comer sem culpa

5. Sentir saciedade 

Saber em qual momento parar de comer é algo que vem sendo influenciado pelo nosso comportamento alimentar. Comer mexendo no celular, assistindo TV ou imerso em pensamentos provoca a falta de atenção e consequentemente a falta de percepção de saciedade. 

Comer intuitivo

6. Descobrir o fator de satisfação 

Observar quais alimentos e preparações te proporcionam maior satisfação promove prazer ao comer e menor ingestão do alimento consumido. 

Para isso é necessário se perguntar o que você quer comer e ser o mais verdadeiro possível, sem os pensamentos da policia alimentar que toda hora crítica suas escolhas. Um lugar e uma companhia agradável também ajuda a ter uma alimentação mais prazeroso e satisfatória. 

Quem já passou pela experiência de comer uma comida maravilhosa na companhia de alguém desagradável? Ruim, não é! 

7. Lidar com as emoções sem usar comida 

Compreender as emoções e saber identificar quando não está tudo bem e perceber que existe muitas ações a serem tomadas para lidar com emoções, além do uso de comida. 

A cena clássica de chorar tomando sorvete não é única maneira de lidar com a tristeza, frustração. Neste texto apresento o que é o comer emocional e como ele se diferencia da fome física. 

Sempre que suspeitar que está com fome emocional questione e avalie conforme oriento neste texto. 

8. Respeitar seu corpo 

Eu sei que te dizem o tempo todo que seu corpo não é certo e que sempre tem algo que precisa ser melhorado, mas seu corpo expressa características genéticas das quais não é possível mudar. 

Todos nós temos parte do corpo que amamos e outras que não gostamos tanto, se é possível mudar, ótimo! Se não, melhor seguir a vida e destacar as partes que você gosta mais. 

Você não precisa emagrecer para começar a amar seu corpo, você pode começar agora! 

9. Exercitar-se 

Fazer exercício para se punir ou para queimar as calorias da comida não é uma forma de praticar atividade física porque você ama seu corpo. 

Este princípio do comer intuitivo orienta que a atividade física seja realizada como meio para promover o bem estar, realizando uma atividade que você gosta e seja mais uma oportunidade para amar seu corpo. 

10. Honrar a saúde 

Incluir o prazer em comer e a propriedade nutricional como critérios para escolha alimentar é algo que vai progredindo conforme você escuta seu corpo. Ele te diz o que está precisando, confie nele! Não existe dieta perfeita, mas uma alimentação saudável que é flexível, leve e possível. 

Conclusão 

Os 10 princípios apresentados aqui são estratégias para promover o bem estar com a comida, mente e o corpo, desta forma garantindo a saúde. 

Comer por prazer, pelas propriedades nutricionais e amar o corpo é diferente de tudo o que vem sendo proposto pelo mundo fitness, onde você foca apenas em emagrecimento e atividade física como punição. 

Se torturar para ser saudável não é normal! 

E aí, gostou de conhecer os 10 princípios do comer intuitivo? Compartilhe com alguém que também pode se beneficiar dese tipo de conteúdo! 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Conheça as 3 melhores histórias de infância com a comida!

10:02
Comida e infância

No começo do mês lancei a campanha para as pessoas enviarem sua história de infância com a comida com intuito de lembrar como era a relação das pessoas com comida nessa parte da vida. 

A infância é o período que reserva muitas descoberta, principalmente no que se refere a comida. A introdução alimentar é um momento especial, onde temos a oportunidade de conhecer uma diversidade de alimentos e sabores. Após esse período a comida ganha um ar de socialização, cultura e diversão, por exemplo, em festinha de amigos. 

Mas nem todas as histórias são felizes nesse momento podemos nos deparar com regras rígidas para comer tudo o que está no prato, dietas de emagrecimento ou bullying envolvendo o peso. 

E as três histórias escolhidas abordam um pouco do universo da comida na infância. Vem comigo para ler todas!!! 

As aventuras de um taurino com as comidas feitas por um pai não habilidoso na cozinha 

"A minha experiência quando garoto com a comida não foi lá aquelas "coisas" a comida para mim desde criança sempre foi tratada como - tenho que comer e limpar o prato - ao qual esse prato sempre era em grandes porções, para uma criança normal. Comia tudo sem birras ou sabotagens para comer, pois eu sou guloso demais. 

A comida do meu pai foi por muito anos a comida "ingerível", era cada quantidade errada de óleo no arroz e cada colherada de sal na salada, que se hoje não tenho pressão alta é um milagre (risos). Isso, repentinamente me fazia lembrar de como era bom comer tijolo baiano ou morder os chinelos.

Sabia que ele queria fazer o melhor, mas a visão dele não o ajudava muito, e não parava por aí, o arroz variava conforme os dias se passavam, ora papa, ora queimado ou até mesmo cru. 

Talvez devêssemos acreditar no signos , porque eu comia de tudo, pois sou o famigerado taurino. 

Lembro-me como se fosse ontem pedindo um pão com ovo para o meu pai e pensando "ah, agora vai dá certo" - porque pão com ovo é mamão com açúcar, ou seja, fazível - não estava testando, mas necessitava comer algo no momento, então foi que ao preparar a medição do óleo, ele extrapolou e uns estilhaços de casca de ovo sobrenadavam enquanto fritava (risos), no término deste magnifico evento do MasterChef Papai, comi o pão com ovo pensando no efeito do óleo que por sua vez eu sentia o gosto desagradável, mas sem reclamações.

Essa é umas das principais lembranças que tenho dessa fase quando o assunto é comida. 

Abraço, 
W" 

W passou por poucas e boas com a comida. "Comer tudo o que está no prato" é um clássico da alimentação na infância, porém isso desregula os sinais de fome e saciedade da criança, ela perde a referência de qual momento deve parar de comer, por isso se orienta pelo o que está no prato ou o que as pessoas dizem sobre isso. Mães e pais cuidados com isso, quando a criança dizer que não quer mais, escute-as! 

Ah, a partir dessa primeira história é bom dizer que precisamos desenvolver melhor nossas habilidades na cozinha. Com um pouco de insistência fazemos algo que fica saboroso e nutritivo. 

Macarrão com gostinho de amor 

"Quando eu era criança, lembro muito dos dias de sábado ensolarados, onde eu e minha irmã tomávamos banho de manhã, lavamos os cabelos e depois íamos almoçar em família. Ficávamos tão felizes quanto minha minha mãe tinha preparado macarrão ao molho vermelho com carne moída bem temperada, queijo ralado e suco da nossa fruta preferida, a manga. 

Era um momento especial, porque o macarrão não fazia parte do nosso cardápio diário, e se tivesse sobremesa como a salada de fruas, era melhor ainda. Agradeço muito à Deus por esses momentos em família e pelo alimento nunca ter faltado.

Quando minha mãe preparava a nossa comida preferida no sábado representa todo o amor que ela tinha por mim e minha irmã.

Abraço, 
P" 

Essa é uma das história que representa de como a comida vai além do nutriente. O prato apresentado nessa história é rico em nutriente, mas também é rico de amor! 


Uma adolescente sobrevivente ao bullying e a dieta Dukan


"Sempre fui gorda e sofri bullying durante 15 anos. Aos meus 14 anos de idade a minha irmã mais velha começou a testar algumas dietas restritivas que prometeria a perda de muitos em poucas semanas. 

Atormentada por tantas ofensas verbais e físicas e não aceitação do meu corpo eu fui incentivada a realizar a dieta (dieta Dukan) junto com ela, a primeira semana restringia praticamente todos os alimentos, sendo permitido apenas a ingestão de proteínas (carne) e no decorrer da dieta algumas semanas era permitido algumas frutas e em outras semanas alguns vegetais. 

Pois bem, os dois primeiros dias eu consegui lidar bem, porém no terceiro dia eu sentia enjoo com o cheiro do preparo das carnes, me lembro que para o lanche da escola eu levava ovo ou presunto, no café da manhã era todos dias ovos ou presunto, e ao longo do dia até o jantar era carne e mais carne.

Um dia na escola com muita fome, estudando período integral e eu não querendo sair da dieta comprei na cantina um enroladinho desses de presunto e queijo e uma esfiha de carne, apenas para abrir e comer o recheio e jogar o resto fora. 

Cheguei em um ponto que não podia pensar em comer presunto que me dava enjoos fortes. Hoje ainda não consigo comer, porém o cheiro já não me causa náuseas como antes. As carnes sinto dificuldade com o manuseio para os preparos, porém como mudamos os temperos eu consigo comer. 

Abraço, 
L" 

Essa foi umas história que mais me emocionou, porque faz parte do trabalho que faço aqui no blog orientado as pessoas sobre os perigos de uma dieta. O emagrecimento somente pelo emagrecimento provoca efeitos indesejáveis, como aconteceu com L que desenvolveu aversão a carne por conta da dieta Dukan e esse não é o objetivo da Nutrição. 

O objetivo da Nutrição, principalmente da Nutrição Comportamental é promover uma boa relação com a comida e não algo voltado somente e para o emagrecimento. 

Outro problema visto nessa história é o bullying. Qual a educação que estamos dando as crianças ao ponto delas machucarem alguém desse jeito? 

L era uma adolescente na época e pelo protocolos de Nutrição não poderia ter feito dieta restritiva e ainda mais sem acompanhamento de um profissional. Cuidado, muito cuidado com a saúde das crianças e dos adolescentes! 

Quero agradecer a todos que participaram enviando suas histórias, foi muito especial conhecer um pouco de vocês que me leem do outro lado da tela. 

Como disse no começo do texto a infância é o momento de descoberta e no caso da adolescência um momento de questionamento, sensibilidade e tentativa de pertencer a um grupo. Qualquer coisa que envolva comida e peso precisa ser abordada com muito cuidado e delicadeza! 

Feliz dia das crianças!!! E que possamos resgatar nossos sinais de fome, saciedade, a curiosidade e leveza para comer, assim como era quando pequenos! 



terça-feira, 10 de outubro de 2017

Comer consciente: 9 coisas que você está esquecendo de fazer!

12:00
Mindfulness eating

Comer consciente é o modo de comer com atenção plena, autocompaixão, postura presente no aqui e agora e sem julgamento.


Introdução

"Fernanda, 32 anos, foi ao cinema e para acompanhar o filme pegou pipoca e refrigerante. Aproveitando os minutos antes de começar o filme, Fernanda respondeu algumas mensagens importantes do trabalho e neste momento começou a comer a pipoca e tomar o refrigerante. Após 5 minutos Fernanda ficou espantada quando levou a mão até o fundo do saco da pipoca e percebeu que a mesma havia acabado. Ficou com uma sensação que nem começou a comer e já acabou".

Quem já passou por uma situação dessas? Você e eu com certeza já vivemos um momento como esse. Mas por quê isso acontece?

Ocorre pela falta de atenção ao comer!


O que é comer consciente?

Comer consciente é um termo que se refere à atenção na refeição. É você está presente quando está comendo, concentrado naquela atividade e vivendo apenas aquele momento.


O papel do cérebro

O hipotálamo, região do cérebro, é o responsável pela percepção de fome e saciedade. Ambos os processos são controlados por hormônios e neutrotransmissores. Entretanto, o ambiente tem forte influência para que o processo aconteça. E para isso ocorrer contamos com os 5 sentidos. Sim, os velhos conhecidos olfato, paladar, audição, visão e tato.

Quem nunca ficou com água na boca só de sentir o cheiro de algum alimento?

E aquele ditado "Comer com os olhos"?

O ato de comer começa muito antes da ingestão do alimento. Todos os sentidos sinalizam para o cérebro que estamos próximos de uma decisão de escolha alimentar e isso vai preparando o nosso corpo para receber aquele alimento.

A boca é preenchida por saliva que vão auxiliar na umidificação e mastigação do alimento, no estômago inicia a liberação do ácido que vai auxiliar na digestão e o alimento segue para o intestino, onde é sinalizado para o cérebro que está na hora de parar de comer.

Esse é um processo básico do caminho da fome até a saciedade, porém como aconteceu com a personagem do começo deste texto, a Fernanda, a distração provoca a falta de percepção da saciedade.

O comer torna-se um processo mecânico, onde você não percebe o sabor, a consistência, velocidade que está comendo e quando se dá conta a comida já acabou e você nem aproveitou.
Comer consciente


Mindfulness eating

Agora você deve estar se pensando que é só afastar o celular, desligar a TV e ficar frente a frente com a comida que o problema está resolvido.

Certo? É o caminho, mas não é apenas isso.

E esse algo a mais no momento das refeições é trazido pelo mindfulness eating que traduzindo para o português significa comer com atenção plena.

Quero frisar as duas últimas palavras "atenção plena", pois são elas que fazem toda a diferença no que você já deve ter lido por aí sobre comer consciente. Atenção plena envolve trazer a mente para o momento presente, envolver todos os sentidos e comer sem julgamento.

É comum querermos uma alternativa saudável, mas no meio do caminho depararmos com visões dicotômicas de bom X mau, vilão X mocinho, alimento que emagrece X alimento que engorda.

Todos esses termos nos provocar a julgar, condenar e exaltar os alimentos. Uma cena clássica é uma pessoa estar comendo bombom pensando terá que fazer exercício para compensar, que não tem força de vontade e é uma incompetente por não seguir o que a mídia diz ser alimentação saudável.

No meio desses pensamentos foi uma caixa inteira de bombom. A pessoa saiu frustrada pelos ataques proferidos por si mesma e por não ter aproveitado todo o sabor do chocolate.


Autocompaixão

Ainda dentro do mindfulness eating existe a promoção da autocompaixão.

Sabe aquele momento que um amigo está triste e você o consola? Ou quando uma criança cai e você corre para ajudá-la e diz que não há nada de errado em cair e que vai ficar tudo bem? E quando você abraça e diz palavras de incentivo para outra pessoa?

Então, podemos dizer que isso são ações de compaixão. E autocompaixão seria fazer todas essas ações consigo.

Mas, a nossa tendência quando fazemos algo errado é de tomar uma postura autocrítica tóxica que não ajuda em nada. E isso piora no momento que estamos vivendo uma alimentação orientada pelo mundo fitness, parece que acordar às 5h00, comer alimentos sem glúten, sem lactose, tomar shake e ter barriga cheia de gominhos é o único caminho para ser saudável ou conquistar seu objetivo na alimentação e no corpo.

Errar durante o processo de mudança é absolutamente normal, afinal você nunca viveu aquela realidade, então não conhece todos os caminhos a serem tomados.

A autocompaixão entra quando aquela fase de empolgação passa, onde você dizia que iria cortar o doce para sempre da sua vida e a salada seria o prato número 1 da sua lista de alimentos preferidos. Em momentos como você tenta controlar seu julgamento e entender que o que você está passando faz parte da circunstância, essa consciência ajuda-o a não chutar o pau da barraca e continuar seguindo no processo de mudança da alimentação.

Meditação

A meditação é uma atividade que auxilia no comer consciente, pois a prática aumenta o foco e a atenção. Visto que mesmo que diminuamos ou paremos o julgamento, os pensamentos que levarão a outros pensamentos poderão surgir tirando a concentração do momento presente. Dentro do mindfulness eating a meditação é focada na respiração como forma de trazer a mente para o instante presente.

9 coisas que você está esquecendo de fazer!

Até aqui falamos sobre a importância do comer consciente para você seguir uma alimentação saudável, diminuir sua ingestão alimentar (caso seja necessário) e para seguir perseverante no processo de mudança.

Todavia, quais são ações você está esquecendo para comer de forma consciente?

Abaixo vou listar 9 ações. Vamos lá?

    1. Não reservar tempo para comer: Com a vida corrida que temos é comum deixarmos tudo para resolver num dia só, porém para aproveitar melhor sua refeição o conselho é dividir essas tarefas em outros dias.
   2. Não largar o celular por nada: Não desconectar nenhum uns minutos para comer não é bom um sinal. Vem para o mundo real, aqui além de ver, você pode provar a comida (hahaha).
   3. Ser compassivo consigo: Ser o seu próprio general do mal não vai ajudar a ter uma alimentação melhor.
   4. Ter uma boa relação com a comida: Julgar os alimentos, fazer despedidas dos doces no fim de semana, começar a dieta na segunda e jogar tudo pro alto na quarta...bem típico das dietas espalhadas por aí. Resolveu seu problema? Aposto que não.
   5. Acreditar no seu poder de mudança: Esquecer disso é sentir a falta de confiança. Acreditar na sua capacidade de seguir uma alimentação saudável faz toda a diferença no processo de mudança. Confiar no seu corpo e no que ele está te dizendo é importantíssimo.
   6. Comer sem culpa: Aquele sentimento que fica martelando antes, durante e depois da refeição, causa uma angústia só e não deixa você concentrar no que está fazendo.
   7. Perceber em qual momento está saciado: As ações descritas acima contribuiu para você ficar e não saber em qual momento deve parar de comer.
   8. Não lembrar dos 5 sentidos: Não associá-los à refeição é maneira de estar desconectado dos seus sinais de fome e saciedade.
   9. Respeitar as próprias vontades: Sim, vai chegar o momento que você vai querer comer algum doce e saber lidar com isso é melhor do que ignorar a vontade.

Conclusão

Você aprendeu que o comer consciente é importante para seguir uma alimentação saudável, pois além de nutrientes é preciso uma mudança postura em relação com à comida. O não julgamento, a meditação e autocompaixão são ótimos auxiliares nesse processo proporcionado pelo minduflness eating. Ações do dia-a-dia podem influenciar o modo que comemos, por isso é interessante ir corrigindo-as com intuito de estabelecer uma boa relação com a comida.

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