Descontar as emoções na comida: 11 coisas que você precisa saber!

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Descontar as emoções na comida

Descontar as emoções na comida é presente em pessoas que manifestam dificuldade para lidar com as próprias emoções e usam a comida como válvula de escape.

Introdução

"Fome na alma, comida nenhuma acalma". A primeira vez que vi essa frase no Instagram eu achei genial, porque exemplifica bem o que acontece no comer emocional. Essa sensação de querer tapar "buraco" com a comida pode ser bem frustrante e indesejada. Mas entender de que maneira isso ocorre pode auxiliar você a viver com mais sabedoria e não descontar a emoção na comida!

O que é fome emocional?

Como o próprio nome diz a fome emocional é uma fome relacionado com sentimentos, seja eles bons ou ruins. Em momentos bons e que, consequentemente, despertam nossas emoções sempre temos o desejo de comemorar, essa comemoração envolve em 99,9% dos casos a comida. A comida ocupa um espaço especial nas nossas vidas simbolizando a socialização e alegria no casamento, formatura, aniversário, reencontro de familiares e amigos.

Todavia, ela também ocupa um espaço nos momentos tristes:

      1. Sorvete = Melancolia
      2. Chocolate = Tristeza
      3. Salgadinho = Estresse
      4. Refrigerante = Tédio

Você já se percebeu comendo algum desses alimentos por conta de algum sentimento ruim, do qual não sabia como lidar?

Pois é, saiba que você não está sozinha (o). Muitas, muitas pessoas apresentam o comer emocional!

Quando e como surge a fome emocional

A fome emocional pode surgir ainda na infância, na verdade, nos primeiros segundos de vida. Quando uma mãe amamenta o bebê (seja no peito ou mamadeira) ela também está oferecendo amor e carinho. Então, as crianças  crescem associando o leite materno como algo que acalma e traz amor!

No aniversário é comum ter bolo recheado, docinhos e salgados que também nos leva a associar essas comidas com alegria, felicidade e descontração.

Em contrapartida muitas crianças vivem um período de estresse e tristeza quando seus pais a obrigam a comer frutas e verduras. A criança entende que esses alimentos não são bons, pois trazem um desconforto mental para ela e, logo, tendem a evitar o consumo destes alimentos.

Em outros momentos associados com dor e tristeza é comum oferecerem alguma recompensa emocional para a criança, por exemplo, balas e chocolate com intuito de tornar o momento mais suportável.

Ralou o joelho? Um beijinho, um docinho e tudo resolvido!

A excitação para seguir uma dieta nova. Quando tudo está chato nada melhor do que algo novo para animar e assim, toda segunda você começa tem uma dieta nova começa e termina antes de completar uma semana. Vem o desânimo, seguido de tristeza, do "dane-se, vou comer tudo o que me dá na telha", vou tentar de novo, agora vou conseguir. É ciclo exaustivo e parece que não tem fim.

Identificar e descrever suas emoções

Muitas pessoas ao descrevem seus sentimentos geralmente usam palavras pouco precisas, por exemplo: Estou sentindo um aperto no peito, meu coração está pequeno, tem alguma coisa aqui (apontando em direção ao coração).

Sinto muito em informar, mas o coração apenas bombeia sangue, então, você vai ter que ser mais preciso em dizer o que está sentindo.

Esse aperto no peito é comumente caracterizado por tristeza, angústia, medo. E por quê esse sentimento surgiu? Qual a vivência que provocou o surgimento dele?


Poucas pessoas sabem nomear seus sentimentos e saber qual momento surgiu. Isso mostra o quanto não somos ensinados a nos observar emocionalmente e o quanto a emoção de uma pessoa pode causar um certo estranhamento no outro.

Alguém chora e logo estamos dizendo: "não chore, tudo vai ser resolver". Falamos frases como essas, porque não sabemos lidar com tristeza dos outros, por isso é melhor pedir para a pessoas interromper o choro.

Com associação que fazemos de comida com emoção é quase um caminho certeiro que quando não soubermos identificar nossos sentimentos utilizaremos a comida para melhorar algo que nós não sabemos nomear.

Neurotransmissores, comida e emoção

O chocolate com certeza é o alimento mais presente quando o assunto é o comer emocional, pois contém triptofano. Triptofano é aminoácido que auxilia na produção de serotonina, substância responsável pelo bom humor.

Porém, existem outros alimentos ricos em triptofano, por exemplo, leite, abacate, aveia. Mas você já se imaginou passando por aquela "sofrência" comendo aveia?

Estranho até de imaginar, né! A substância presente nos alimentos é um fator importante para o consumo, todavia a memoria que temos do alimento também é fundamental. Pouquíssimas pessoas associam aveia com um alimento capaz de apaziguar uma dor.

A relação que vamos construído com a comida ao longo das nossas vidas têm bastante influência nesses momentos que nos vemos sem orientação para lidar com as emoções.  


Comer emocional

Como você cuida de si

Comer emocional é um problema? Não, não existe problema em comer quando estamos alegres ou tristes, mas torna-se um problema quando comer é a única alternativa que temos para lidar com nossas emoções.

   1. Conversar com amigos
   2. Desabafar
   3. Reconhecer os momentos difíceis e dividi-los com alguém que seja empático
   4. Admirar as próprias conquistas
   5. Escutar música
   6. Dançar
   7. Praticar um esporte que gosta
   8. Fazer terapia
   9. Se sentir bonita
  10. Passear
  11. Viajar
  12. Mudar o visual
  13. Se apoiar
  14. Ter compaixão por si
  15. Cuidar do seu corpo com carinho
  16. Escrever o que está sentindo num papel
  17. Se questionar porque está sentindo aquela emoção

Essas e muitas outras ações possibilitam que você lide com suas emoções sem usar a comida como primeira alternativa. O que eu percebo é que as pessoas cuidam pouco de si, mesmo quando fazem uma atividade física ou seguem uma dieta elas se xingam e sem acham francas por não conseguir dar continuidade ao plano.

São atropeladas por uma rotina intensa de trabalho que não deixa brecha para o cuidado pessoal. O único momento que conseguem ter com si mesma é na hora da refeição, talvez o momento que consigam sentar e pensar na própria vida. E de novo a comida transcende a barreira do nutriente e vai além da saúde física!

Comer não vai resolver seus problemas

Utilizamos sim em alguns momentos a comida para tornar mais leve a nossa dificuldade em lidar com nossos dilemas, mas quando passamos a realizar isso em excesso esquecemos de nos ouvir , questionar e solucionar o problema.

É preciso olhar para dor que se tem não querendo resolvê-la imediatamente e nem querendo fugir dela, mas com um olhar calmo e de compaixão por si mesmo para que a situação se resolva da melhor forma possível.

A mensagem que fica é:

A comida em algum nível nos acalenta, nos acalma, nos tranquiliza e apazigua nossas dores, mas não irá resolver o meu e nem o seu problema, porque é preciso escuta e entendimento do que estamos sentindo para solucionar nossas adversidades.

11 coisas que você precisa saber sobre descontar a emoção na comida

     1. Comer emocional é caracterizado por uma fome urgente e específica.
     2. Fome física acontece de maneira gradual e se satisfaz com qualquer tipo de alimento.
     3. Comer sem utilizar os sentidos: a distração dos pensamentos pode levar à uma ingestão alta de comida em pouco tempo.
    4. A comida não preenche sua necessidade: você come, seu estômago dá sinal que está cheio, mas você continua querendo comer mais.
   5. Na fome física não ocorre desconforto abdominal, pois a pessoa come até se sentir saciada e neste estado dificilmente procura comida.
   6. Provoca culpa: a pessoa come sem estar consciente e depois se arrepende por ter comido um alimento que não deseja verdadeiramente.
   7. A comida escolhida está relacionada com momentos de alegria, lembra uma pessoa amada ou uma fase boa do passado.
  8. A pessoa com fome emocional pode direcionar sua atenção para outra atividade prazerosa e a vontade de comer tende a diminuir.
  9. Fome física permanece independentemente da atividade que você realize.
 10. Apresenta uma sensação de falta de controle sobre a comida e a vida.
 11. Fome emocional é sinal de que a pessoa não está cuidando bem de si.


Conclusão

A comida desempenha um papel importante na nossa vida emocional, descontar emoção na comida faz parte e é compreensível, porém quando isso acontece rotineiramente pode prejudicar sua relação com a comida e a saúde física. E para lidar com isso é preciso saber interpretar as próprias emoções e cuidar de si, promovendo a autocompaixão e amor próprio.

Ficou curiosa para saber mais sobre como a emoção influência na sua forma de comer? Leia texto sobre culpa e descubra como ela pode prejudicar sua alimentação.

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